Kpop

Kpop

Se você é uma pessoa antenada nas redes sociais e em tendências musicais, com certeza já deve ter ouvido falar sobre k-pop, o estilo musical da Coreia do Sul que está dominando paradas mundiais. Nos últimos anos, o k-pop entrou de vez para as playlists, não só do pessoal do Leste Asiático, mas também aqui pelo ocidente, fazendo o seu espaço na mídia e conquistando milhares de fãs — os chamados k-poppers. K-pop é a abreviação de korean pop, a música popular sul-coreana. Entretanto, nem toda música da Coreia do Sul é k-pop: assim como não existe só sertanejo e funk no Brasil, existem diversos outros tipos de música por lá, como o trot, o folk, o rock e o hip hop.  Embora comumente seja descrito como um gênero musical, o k-pop é, na verdade, uma mistura de diversos gêneros, como um estilo híbrido. Basta ouvir qualquer música para perceber como o pop, o hip-hop e o eletrônico se misturam para criar essa tendência mundial de sons inovadores. É um estilo que abraça a forma moderna de música popular sul-coreana que, por sua vez, trabalha com influências externas para criar sua própria identidade sonora e visual.   Ainda é correto afirmar que o k-pop é uma indústria musical: com seus longos processos de treinamentos de artistas e performances perfeitas, os grupos são vistos como produtos a serem lançados em um mercado competitivo que estreia mais de 100 novos artistas por ano. O k-pop estourou mundialmente há poucos anos, mas já existia na Coreia do Sul desde o começo dos anos 90, marcado pela estreia do grupo Seo Taiji and Boys. Lá em 1992, o país presenciou o surgimento dessa nova forma de fazer música, que soava como uma experiência entre diferentes gêneros e estilos de todo o mundo, misturando coreano e inglês e conquistando fãs por toda a Coreia, apesar dos maus olhares da crítica especializada.  Entretanto, a Ásia passava por uma grande crise financeira nessa década e, para tentar melhorar sua economia, o Ministério da Cultura da Coreia do Sul investiu no entretenimento — e assim surgiu a Onda Hallyu, que envolveu não só o k-pop, mas os dramas (novelas), o cinema, a moda e outros aspectos culturais que foram exportados para o mundo.  BoA, H.O.T e S.E.S são outros grandes exemplos de idols, como são chamados os artistas do k-pop, que ajudaram a definir os conceitos do estilo ainda no começo de sua existência, o que foi apelidado de 1ª geração — enquanto hoje, em 2020, já estamos falando sobre uma possível 4ª geração.

A formação de um grupo

Um dos aspectos mais interessantes da indústria do k-pop é a formação de um grupo: ao contrário dos artistas brasileiros e estadunidenses, que normalmente surgem de bandas de garagem ou shows de talento, há todo um processo longo para se chegar a formação final de um grupo de k-pop, que envolve anos de muito treinamento e dedicação. Assistindo aos seus artistas preferidos na televisão, muitas crianças coreanas começam a sonhar em também serem idols e, desde cedo, combinam os estudos com o treinamento intensivo para se preparar para as audições, eventualmente lançadas pelas principais empresas de entretenimento do país, como a SM, a YG, e a JYP.  São poucas vagas para o grande número de interessados, mas menos ainda realizam o sonho de estrear em um grupo, já que o processo é ainda mais árduo após sua entrada nas empresas: Os candidatos aprovados nas audições serão treinados não só para o canto/rap, dança e atuação, mas também sobre como se comportar em frente às câmeras e até mesmo a aprender outros idiomas! Isso sem falar das temidas dietas, do uso limitado de celular e da proibição de namoros. Todo esse período é chamado de pré-debut.  Os mais talentosos e determinados conseguem debutar (termo utilizado para falar da estreia de um artista ou grupo no cenário do k-pop), mas isso não garante a fama: com mais de 100 novos nomes sendo lançados por ano no mercado musical, a competição é grande e exige ainda mais empenho dos integrantes e toda a sua equipe — além de um bom marketing. 

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